Formação em reinserção profissional: como fazer a escolha certa
Mudar de profissão em Portugal é possível a qualquer idade. A chave? Começar por um balanço de competências para clarificar os seus objetivos, escolher uma formação reconhecida pelo Estado e adequada a adultos em reinserção. O IEFP e outros apoios podem financiar grande parte do seu projeto. Expresso
Porque o balanço de competências é o seu primeiro passo
Está a pensar em mudar de carreira? Este desejo é mais comum do que imagina. Antes de se inscrever na primeira formação disponível, os especialistas em orientação profissional insistem numa etapa fundamental: o balanço de competências.
“O balanço de competências permite aos adultos clarificar o seu projeto profissional e identificar as suas competências transferíveis.” — Expresso
Esta avaliação ajuda-o a perceber o que já sabe fazer, o que gosta, e como as suas experiências passadas podem servir uma nova profissão. É um investimento de tempo que evita erros dispendiosos depois.
Como escolher uma formação adequada a adultos em reinserção
Nem todas as formações são iguais. Quando falamos de formação em reinserção, é preciso distinguir os programas pensados para iniciantes absolutos e aqueles que valorizam o seu percurso existente.
“Existem formações especificamente concebidas para adultos em reinserção, em áreas tão variadas como a canalização, a gastronomia ou a administração pública.” — Notícias ao Minuto
Estes programas têm em conta o seu percurso profissional. Não começam do zero mas apoiam-se no que já sabe fazer para construir novas competências.
Porque privilegiar as formações reconhecidas pelo Estado
É uma questão que muitos se colocam: como ter a certeza de que a minha formação terá valor no mercado de trabalho? Os profissionais de orientação recomendam procurar o selo RNQ (Registro Nacional de Qualificações).
“As certificações reconhecidas pelo Estado são um indicador de qualidade que melhora as perspetivas de emprego após uma reinserção.” — Jornal de Negócios
Uma formação reconhecida pelo Estado garante que o seu diploma ou certificado será compreendido e valorizado pelos empregadores. É uma segurança nada despicienda quando se investe tempo e energia numa mudança de vida.
Reinserção aos 40 anos: é possível, mas com os acompanhamentos certos
Tem 40 anos e a impressão de que o comboio da reinserção já partiu? Não se engane. Os caminhos existem para quem pretende mudar de rumo, mesmo tardiamente.
“A reinserção é possível depois dos 40 anos em profissões técnicas, com percursos de formação adaptados que têm em conta a experiência profissional anterior.” — Visão
Não é a idade que conta, mas a qualidade do acompanhamento e a pertinência do percurso escolhido. Visão
Financiar a sua formação: IEFP,subsídio de desemprego e outros apoios
O dinheiro continua a ser frequentemente o principal obstáculo à reinserção profissional. Em Portugal, existem vários mecanismos para ajudá-lo a pagar a sua formação em reinserção.
O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) é o organismo principal para apoiar projetos de reinserção profissional. Pode beneficiar de formação financiada, subsídio de desemprego durante a formação (caso reúna condições), ou apoios à profissionalização.
“O subsídio de desemprego durante a formação profissional é um mecanismo importante de financiamento da reinserção, embora a elegibilidade deva ser verificada de acordo com a legislação em vigor.” — Expresso
Atenção: as regras mudam. Verifique sempre as condições atuais no site do IEFP ou junto dos serviços da Segurança Social antes de se comprometer.
Na prática
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Comece por um balanço de competências para clarificar o seu projeto antes de investir numa formação. Consulte os organismos certificados na sua região.
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Verifique se a formação é reconhecida pelo Estado consultando o registo RNQ. Uma certificação registada protege-o contra formações de baixo valor.
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Escolha um programa para adultos em reinserção, não uma formação inicial destinada a jovens. Os conteúdos e os ritmos são diferentes.
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Compare os financiamentos disponíveis: formação financiada pelo IEFP, subsídio de desemprego (se estiver em situação de desemprego), apoios da Segurança Social. Várias opções podem acumular-se.
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Visite os centros de formação se possível, fale com antigos formandos. O testemunho deles vale mais do que qualquer folheto publicitário.
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Informe-se sobre os seus direitos: o estatuto de formando adulto pode dar acesso a regalias fiscais ou apoios sociais.
Se estiver a passar por uma crise emocional ou precisar de apoio psicológico durante este processo de mudança, não hesite em contactar a SOS Voz Amiga: 213 544 545 ou a Linha de Apoio Psicológico: 213 247 247.